Manhã de Informação Profissional

Manhã de Informação Profissional

A equipe de coordenação do Ensino Médio do Colégio Teresiano promoveu a Manhã de Informação Profissional, no sábado, dia 12 de maio. O encontro teve por objetivo compartilhar experiências e apresentar para os alunos os diversos caminhos que eles têm disponíveis para as suas escolhas de futuro.

Além da tradicional exposição das Universidades, vários pais se apresentaram contando as suas trajetórias desde suas primeiras dúvidas no Ensino Médio até a sua profissão atual. Inicialmente quietos, aos poucos os alunos foram se empolgando com as histórias, numa identificação genuína de quem vive o dia a dia com seus heróis de vida – seus próprios pais ou pais de seus melhores amigos.

Duda, ex-aluna do Colégio Teresiano, que hoje está na ESPM, apresentou a Escola Superior de Propaganda e Marketing relembrando que a sua escolha profissional foi inspirada justamente numa Feira como essa.

“E quem aqui está com dúvidas?”, perguntou o Carlos Ferrari, músico, um dos pais que depois de muitas buscas se encontrou num segmento que pressupõe um alto grau de instabilidade. Depois de trabalhar como roadie¹ em bandas de música, com o principal objetivo de conviver e aprender muito, é um bem-sucedido profissional do ramo, sendo, inclusive, um dos responsáveis pela formação do Grupo Monobloco – que no Carnaval deste ano fechou o evento levando junto uma multidão no Aterro do Flamengo. “Não tenham medo de escolher, e saibam que as dúvidas fazem parte de todo o processo. O que sempre me ajudou foi a base que tive no início da minha formação: a disciplina, o planejamento, a organização. Com isso, vocês podem conquistar o que quiserem”, disse.

Michele Pfeil, engenheira e mãe da Anita, 2ª série B, mostrou que a escolha de uma profissão não se limita a um único campo de atuação. Se você quando criança gostava de artes e mais adiante escolheu uma carreira aparentemente mais técnica, como a engenharia, vai ter a oportunidade de exercer a sua melhor habilidade aí também: “Temos uma área que se chama OAE – Obras de Arte Especiais, que são estruturas lindíssimas que os engenheiros têm a oportunidade de criar, como pontes suspensas ou barragens, por exemplo, e que depois viram ponto de referência e um grande orgulho para os profissionais que participaram dessas construções”, exemplifica.

Falando em pontes, o advogado Pedro Cristofaro, pai da Maria Clara, 3ª série B e Antonio Pedro, 1ª Série A, diz que para ser um bom profissional na área do Direito é preciso ter muita habilidade para transitar entre relacionamentos: “É um exercício constante de construção, pois as pessoas precisam tratar de assuntos ‘convergentes’ – onde é preciso ‘combinar’ coisas formalmente, como na elaboração de um contrato, por exemplo, e questões ‘divergentes’ – para as quais precisamos solucionar diversos ‘conflitos’”. Pedro vem de uma família de advogados de grandes nomes da música mas acabou indo para o segmento corporativo.

Todos convergiram numa mesma questão: a leitura e a educação continuada são essenciais para o crescimento profissional e ajudam a estruturar até mesmo as mudanças de rota. E não é só porque querem convencer seus filhos de que estudar seja importante. Todos os que se apresentaram se mantêm atualizados em diversos cursos de extensão ou na docência, simultaneamente com o exercício de suas funções.

Também conta, ainda nos tempos de hoje, a vocação – essencial para todas as formações, mas principalmente para as que tratam dos cuidados com a vida, como a medicina, medicina veterinária e a psicologia. “Cuidar e ajudar, fazer a diferença na vida do outro, é o que nos motiva diariamente”, fala comum nas apresentações de Simone Cotrim, Maria Alice Gress e Raquel Veloso, profissionais dessas áreas.

Os pais Pedro Chermont e Henrique Baez são exemplos de mudanças de rota superbem sucedidas. Pedro, que já quis ser astronauta, jogador de futebol e frentista, fez engenharia mecânica na PUC-Rio e hoje atua no mercado investidor interagindo com grandes empresas e novos empreendedores. Henrique traz na bagagem sua experiência como vendedor de loja de roupas e sua formação em publicidade. Hoje, superintendente de um grande shopping da Zona Sul, negocia com grandes Redes e empresários, responsável por um dos maiores faturamentos da região.

Ticiane, arquiteta que trabalha com cenografia, aconselha: “Tenham leveza para perceber que mais tarde vocês possam não trabalhar com a sua formação original, porém, com uma coerência profissional mais completa”. “É muito bom quando a gente encontra algo que motive a gente e seja modificador para a vida dos outros, também”, reforça Jaqueline, nutricionista e professora. E, retomando as sugestões que são muito mais do que “de pai ou mãe para os filhos ou filhas”, vem o recado: “Aproveitem ao máximo o universo da instituição em que irão estudar. Com um dia a dia profissional atrelado à vida acadêmica, para quem tem esse perfil, é possível acompanhar melhor as tendências do mercado e se renovar ao longo de toda a sua vida”, finaliza Cláudia Mont’Alvão, designer e professora da PUC-Rio.

Após todos os depoimentos veio o Recreio Musical. Sob o comando da Professora de música, Isabel Flauzino, os alunos se apresentaram empolgando e estendendo, sem qualquer esforço, o finalzinho da manhã. Foi uma manhã de grandes investimentos para todos. [12/05/2018]


¹Roadie – Técnicos ou pessoal de apoio que viajam com uma banda em turnê e lidam com várias partes da produção de um show, como a preparação e a montagem da aparelhagem nos palcos, antes das apresentações, por exemplo. Adaptado em 14/05/2018, de https://pt.wikipedia.org/wiki/Roadie