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Momento de escuta ECO TETO

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Alunos do Teresiano se comovem com ação social

A emoção tomou conta do Centro de Voluntariado do Teresiano . É que nos últimos dias 19 e 20 de maio, alunos e professores da escola estiveram na comunidade de Jardim Gramacho participando da ação social "Escutando Comunidades" (ECO), da ong TETO.

Trata-se de um momento de escuta em que os alunos entram nas casas dos moradores para entenderem um pouco mais de como vivem as pessoas, suas necessidades e qual a melhor maneira de serem ajudadas. É o ponto de partida para que possam ser tomadas as primeiras iniciativas, descobrir a realidade de cada lugar e os sonhos de cada comunidade.

As entrevistas aconteceram no final de semana, quando os alunos se instalaram em um alojamento local e se dividiram em equipes lideradas por dois voluntários experientes e previamente capacitados, para a aplicação das enquetes com os moradores.

Certamente, foram as 48 horas mais impactantes na vida desses jovens. "É algo que me atingiu de um jeito que eu não esperava" afirmou Pedro Henrique, estudante do 2ª série do Ensino Médio.

Ao todo, os jovens escutaram mais de mil famílias em um único dia, e com certeza esse momento vai ficar marcado para sempre em suas vidas.

"É uma experiência pesada, mas necessária" afirma a coordenadora do Centro Animação Pastoral no Ensino Médio, Francis Ronsi, que acompanhou os jovens durante o final de semana. "Mais do que um momento de escuta, o choque de realidade faz com que estes jovens façam reflexões sobre privilégios, humanidade, violência e, principalmente, sobre a invisibilidade com a qual estão acostumados em relação as pessoas em situação de risco", complementa.

E o choque de realidade já começou logo no início da experiência, quando os alunos foram divididos em setores diferentes, com mais ou menos conforto, de acordo com a cor da pulseira que escolhiam, aleatoriamente.

Mas o grande impacto veio na hora do "Aquário", uma dinâmica feita com os voluntários para relatarem suas experiências durante as entrevistas. "Foi um tsunami de sentimentos", afirmou a estudante Helena Gomes, da 2ª série do Ensino Médio.

Nessa hora, os alunos entendem que seu papel ali não é apenas de ajudarem a construir casas, mas também o de amadurecerem enquanto seres humanos. "Lá eu enxerguei pessoas que agradecem e são felizes com o mínimo. E muitos aqui do outro lado não agradecem mesmo tendo o máximo", refletiu o estudante Mateus Veras, da 2ª série do Ensino Médio.

A TETO é uma Organização Não Governamental (ONG) presente na América Latina e no Caribe que visa superar a situação de pobreza em que vivem milhões de pessoas nas favelas mais precárias, por meio do engajamento comunitário e mobilização de jovens voluntários. Com a implementação de um modelo de intervenção focado no trabalho lado a lado com moradores das comunidades, a Instituição busca construir moradias mais dignas, promover a educação de crianças de 4 a 10 anos por meio de oficinas de leitura e envolver toda a comunidade em projetos de melhoria para seus bairros.

Há 10 anos no Brasil, a organização já trabalhou em mais de 100 comunidades, construiu mais de 2.400 casas emergenciais, desenvolveu 26 projetos comunitários e mobilizou mais de 30 mil voluntários.

Atualmente, no Rio de Janeiro, a organização está presente em 6 comunidades: Jardim Gramacho, Parque das Missões, Vila Beira Mar, em Duque de Caxias, Canal de Anil e Guarani, em Jacarepaguá e Portelinha, em Santa Cruz.

O bairro de Jardim Gramacho possui em torno de 5000 famílias e sua expansão foi em função da abertura de um lixão clandestino em 1976. Em 1992, o então maior lixão a céu aberto da América Latina foi transformado em um aterro controlado. Em 2012, o aterro foi definitivamente fechado, e a maioria das famílias residentes perdeu sua principal fonte de renda. O TETO atua na comunidade desde 2013. Recentemente, uma grande conquista da ONG foi a construção de uma biblioteca no local.

O Programa de Voluntariado Colegial visa aproximar a realidade do jovem estudante com a de comunidades que vivem em situação de extrema pobreza, estimulando, assim, que os alunos e as alunas se tornem cidadãos mais críticos e atuantes. Após a etapa de escuta, chega o momento da grande mobilização, que é um mutirão para a construção de moradias pré moldadas de emergência, em dois dias ou mais, para famílias de alta vulnerabilidade social. Esta próxima etapa está marcada para novembro e os alunos mal podem esperar por este momento.


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